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20 janeiro 2014

Resenha: O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

Livro: O Lado Bom da Vida
Autores: Matthew Quick
Páginas: 256                                                                                     ISBN: 9788580572773
Editora: Intrínseca
Nota: 
Compre: Saraiva - Submarino - Americanas - Compare Preços

''Você precisa fazer tudo o que pode e se se mantiver positivo, você terá uma chance.'' 

Nesse romance, conhecemos a história de Patrick Peoples, um ex-professor que por algum motivo, um pouco desconhecido por ele, foi parar no lugar ruim: uma clinica psiquiátrica. Agora, de volta para casa, tudo o que ele quer é reconquistar Nikki, sua esposa, já que estão um tempo separados. Pat lê os livros que ela indica a seus alunos e até começou a fazer exercícios para ganhar uma boa forma, já que quer impressionar Nikki. Entretanto, no meio dessa história toda, conhecemos Tiffany, uma mulher que de um jeito desastroso, também sofre problemas.
Enquanto corro pelo parque, olho para cima e adivinho o que o dia tem a oferecer. Se as nuvens estão bloqueando o Sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e me lembro de continuar tentando, porque eu sei que, embora as coisas possam parecer sombrias agora, minha esposa logo voltará para mim. Página 20.
                O Lado Bom da Vida, foi um livro que me deixou surpresa em todos os sentidos, enquanto eu achava que iria ler um livro de romance super-duper-mega-blaster romântico/dramático, que me faria suspirar e chorar a cada página lida, encontrei um livro reflexivo e sentimental que me fez refletir a casa quote filosófico do personagem, isso é claro, sem contar as tiradas engraçadas presentes no liro, que não em deixou larga-lo até chegar a ultima página.
       Pat é um personagem realmente encantador, sua inocência e sentimentalismo acerca dos acontecimentos da vida, dão ao livro um ar diferente dos que costumo ler, sua maneira de acreditar sempre em finais felizes e no lado bom da vida me deixaram impressionada, assim como os outros personagens, como Tiffany, uma mulher desequilibrada e manipuladora que cada vez que aparece no livro, tira uma risadinha do leitor.
[...] a vida não é um filme de censura livre para fazer com que a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida real acaba mal. Página 193.
         Não há nem o que reclamar da narrativa do autor, já que gostei da obra por inteiro, então dessa forma, deixo aqui minha indicação!


Beijos, 

23 setembro 2013

Resenha: Cidades de Papel - John Green

Livro: Cidades de Papel
Autores: John Green
Páginas: 361                                                                                     ISBN: 9788580573749
Editora: Intrínseca
Nota: 
Compre: Saraiva - Submarino - Americanas - Compare Preços
[...] Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Página 68.
Depois do sucesso estrondoso que foi A Culpa é das Estrelas, que não é para tanto, eis que John Green surge com Cidades de Papel, que não se compara com a trágica história de Gus e Hazel, mas nos faz gargalhar com Quentin e Margo. 
         Nossa história, inicia-se com Quentin relatando todo o seu envolvimento com Margo Roth Spiegelman, sua vizinha e amiga de infância, onde por usa vez, conta que aos nove quando saíram para brincar no parque, encontraram o corpo de um homem morto e deste dia em diante, a relação entre os dois mudaram.
         Q, sem dúvidas é apaixonado por Margo Roth Spiegelman e seu amor por ela afloresce quando chegam a adolescencia. Porém, em um tedioso cinco de maio, eis Margo Roth Spiegelman invade seu quarto, pedindo sua ajuda para se vingar de algumas pessoas e é aí que a aventura começa.
- Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos. Página 227.
           Cidades de Papel em nada se assemelha ao livro A Culpa é das Estrelas, então se você leitor, estiver querendo comprar outro livro de John Green, pensando que será como ACEDE, pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Enquando em A Culpa é das Estrelas, choramos, em Cidades de Papel rimos, e muito.
           Os personagens, tão bem criados e tão reais, nos cativam de uma forma surpreendente. Q, por ser nerd já ganhou um espaço enorme no meu coração e posso dizer que ri bastante com sua relação com seus amigos: Ben e Radar. Já Margo Roth Spiegelman até agora estou tentanto criar um opinião sobre ela, entretanto, fiquei admirada com suas atitudes no livro.
           A narrativa de John Green continua encantadadora, uma vez que, ele escreve querendo que o leitor embarque literalmente na história do livro, desta forma, senti várias emoções no decorrer do livro, chorei, ri, me assustei e até senti um pouco de raiva.
             Minha vontade aqui nessa resenha é soltar muitos spoilers, mas como sou legal, indico esse livro para todos que gostam de uma aventura romantica. Com um final surpreendente e várias tiradas engraçadas, Cidades de Papel ganhou um lugarzinho entre os meus favoritos. Um livro que vale muito a pena ser lido.
- Nada acontece como a gente acha que vai acontecer - disse ela. Página 354.
Beijos,

25 maio 2013

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green

Livro: A Culpa é das Estrelas
Autores: John Green
Páginas: 288
Editora: Intrínseca
Nota: 
Compre: Saraiva - Submarino - Americanas - FNAC

''Você vais rir, vai chorar e ainda vai querer mais'' - Markus Zusak, autor de A Menina que Roubava Livros.

Lembro-me que na época do lançamento de A Culpa é das Estrelas houve um burburinho enorme entre a blogosfera literária e os demais leitores de todo o Brasil. Foram promoções e mais promoções sobre e/com o livro e centenas de bookaholics falando que a culpa de tudo isso era de John Green. Mas o que o homem havia feito de tão especial?
               Confesso que até então nem sabia ao certo quem era John Green, a unica coisa que sabia era que a culpa era dele e que o mesmo havia escrito também, um livro muito bem falado chamado ''Quem é Você, Alasca?'' Ok, eu precisava conhecer o homem. Certo dia, ao me deparar com A Culpa é das Estrelas em uma livraria, não tive dúvidas e o adotei com muito carinho.
- Às vezes as pessoas não têm noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem - falei. Página 61.
O livro nos leva a vida de Hazel Grace, uma paciente com câncer terminal que, em um belo dia, ao ir em uma reunião do Grupo de Apoio, se depara com um garoto te encarando, Augustus Waters, também em fase terminal. A partir de então, somos cativados pelo romance entre os dois de forma sublime e surpreendente.
A partir de então, entendi porque a culpa era de John Green. Com um misto de drama e comédia, entramos de cabeça na leitura e quando menos percebemos estamos chorando e rindo ao mesmo tempo. É uma história que sem dúvidas, ficará marcada na vida de quem lê, que foi exatamente o que aconteceu comigo, terminei o livro em meio a várias lágrimas e sofri por alguns dias inteiros pensando no porquê de John Green ter feito isso com a história.
Os personagens foram tão bem criados, que acabaram se tornando reais para mim e, sem a menor dúvida, foram os responsáveis pelo meu entrosamento maior na trama. Já a narrativa é simplesmente impecável, com várias tiradas engraçadas e situações, talvez, um pouco desconfortáveis, esquecemos um pouco o quanto é trágica a história de Hazel e Gus.
Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Página 235.
           A Culpa é das Estrelas entrou para a minha lista de livros favoritos e não há como não indicar esse livro para os que gostam de um bom drama. Sinceramente John Green, a culpa é toda sua!