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01 agosto 2013

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky

Livro: As Vantagens de Ser Invisível
Autores: Stephen Chbosky
Páginas: 223
Editora: Rocco
Nota: 
Compre: Saraiva - Submarino - Americanas - FNAC
Se você gosta de ouvir os problemas alheios e sente empatia pelos outros, gostaria de lhe apresentar o Charlie. Ele é um adolescente que acabou de receber a notícia que seu melhor amigo se matou, ele também tem seus problemas, mas nada que o levaria a cometer tal atrocidade. Ele gosta de ler e de tirar suas as dúvidas com Bill, seu professor de inglês avançado, que o instruiu a ''participar mais.''
''Nem todo mundo tem uma história triste, Charlie, e mesmo que tivesse, isso não é desculpa.'' Página 38

          Esta atitude, faz com que Charlie conheça Patrick e Sam, dois veteranos muito animados que mostram a vida a Charlie, levando-o para conhecer um lado da juventude que o mesmo nunca imaginaria.
           Não diria que Charlie é um personagem comum dentre os tantos que já conheci (ou li, entendam como quiserem), diria que Charlie é diferente, mas de uma maneira bastante especial. Ele é um adolescente bastante sensível e solitário, que sente-se tocado por qualquer coisa, o que o torna um personagem difícil de esquecer. Sam, Patrick e seu grupo de amigos, ajudam a tocar a história para frente - e a vida de Charlie também - e fazer dela algo terrivelmente tocante. 
Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa: ''Eu me sinto infinito.'' Página 43
              Em relação a estrutura em que o livro foi criado, digamos que fez com que me envolvesse mais com a história. Além de o próprio protagonista narrar sua história de vida, ele o faz em forma de cartas, destinada a um ''Querido amigo'' - inexistente até o momento. Durante a leitura cheguei a supor que estava direcionando essas cartas ao seu amigo Michael, que se suicidou, entretanto, agora ao fazer esta resenha, quase dois meses depois da leitura do livro, fiquei imaginando se o querido amigo não somos nós leitores... Acho que Stephen deixou para cada um interpretar essa parte.
              Em relação as cenas decorrentes no livro, muitas situações, o autor deixou por conta do próprio leitor fazer sua interpretação, como já comentei. Muitas cenas são bastante explicitas e outras bastante implícitas e já adianto, o livro, embora pareça, não é infanto-juvenil.
               Em suma, As Vantagens de ser Invisível foi um livro que me deixou sem ar. Na primeira vez que o li, não tinha capitado muitas informações, mas conforme fui fazendo uma conclusão mais aprofundada na história, percebi o quão realista e objetiva ela é, embora, como já disse, o próprio autor tenta ''esconder'' isso no livro. Não pensem que As Vantagens de Ser Invisível, fala somente sobre um garoto solitário e problemático que descobre a amizade, fala exatamente sobre tudo e se você quiser descobrir, compre o livro agora mesmo e comece a fazer sua leitura!
- Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece. Página 35

Beijos


23 abril 2012

Resenha: Jogos Vorazes - Suzanne Collins

Livro: Jogos Vorazes
Autora: Suzanne Collins
Páginas: 397
Publicação: 2010
ISBN: 9788579800245
Editora: Rocco
Nota:  

Jogos Vorazes, como todos devem saber, faz parte de uma trilogia criada pela autora Suzanne Collins, trilogia que teve seus direitos vendidos para adaptações, onde recentemente já foi lançado o primeiro filme, com o mesmo nome do livro: Jogos Vorazes.

Para dar uma boa resumida, Jogos Vorazes é um Reality Show criado pela Capital - a capital seria hoje como aquele lugar onde governam e fazem o que querem da gente - com o intuito de garantir o respeito entre os distritos, que agora formam a país Panem (ou seja, o que sobrou da America do Norte). Os participantes do jogo são adolescentes de 12 a 18 anos, que são levados a uma arena para lutarem até a morte.
Sendo narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista de Katniss, a acompanhamos em sua luta de sobrevivência na arena dos Jogos Vorazes.
Jogos Vorazes foi o primeiro livro distópico que li, não conhecendo muito do gênero esperava uma grande obra, até por seus inúmeros fãs sempre elogiando. Não me arrependi e me surpreendi.
A trama que Collins cria é envolvente, um misto de aventura ,  macabrismo e romance, com personagens fortes e difíceis de esquecer.
No geral, a sua forma de escrever me foi que mais me chamou atenção desde o inicio na trama, claro que adorei as personagens e as achei bem construídas, entretanto, sua narrativa foi, para mim, a melhor coisa do livro. Suzanne usa e abusa de detalhes para compor o enredo, entretanto, sem se tornar enjoativo e de difícil compreensão. 
 Achei interessante a originalidade da autora em criar vários fatos para compor situações na arena, a forma que a Capital comanda tudo e tenta dar uma agitada naqueles jogos. Achei em certo ponto, tão... real. Pois se pararmos para pensar, não vivemos com a tal ''liberdade de expressão'', vivemos sob a guarda dos caras lá. Jogos Vorazes, não é um simples livro distópico com uma mocinha, não, há toda uma filosofia por trás daquelas 397 folhas, acredite.
No mais, achei de longe tudo perfeito, os personagem, o enredo, a narrativa, tudo! Até mesmo as atitudes tontas de nossa querida personagem principal.
                Indico o livro para os jovens e adultos e, principalmente, quem esta começando a ganhar gosto pela leitura. Afinal, em minha opinião,  Jogos Vorazes é um ótimo livro para quem ainda não gosta de ler.