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23 julho 2012

Resenha: O Nome do Vento - Patrick Rothfuss

Livro: O Nome do Vento
Autores: Patrick Rothfuss
Páginas: 656
ISBN: 9788599296493     
Editora: Sextante
Nota: 
Leia aqui a Sinopse.

Nossa aventura começa com uma confusão na simples e silenciosa hospedaria de Kote. Ao que tudo indica há demônios perigosos soltos, o que assusta a povo daquela região.
O que ninguém sabe e muito pouco desconfia é que aquele jovem hospedeiro de cabelos cor de chama, é na verdade Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano e Kvothe, o famoso Matador do Rei.    
 Um famoso Cronista segue seus passos e deseja que este conte toda a sua história, cansado de toda a insistência do Cronista, Kote deseja apenas três dias para contar toda a sua vida. Três únicos dias. E O Nome do Vento é só o primeiro.         
Meu nome é Kvothe, com pronuncia semelhante à de ''Kuouth''. [...] Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. [...] Vocês devem ter ouvido falar de mim. Página: 58 
Em O Nome do Vento, conhecemos a história da vida de Kote, como ele gosta de ser chamado, desde seus lições sobre magia e simpatia com Ben – o seu primeiro professor –, o cruel assassinato de seus pais, onde ele passa a ter sede de vingança, até o momento em que ele encontra o seu primeiro amor.
Kote é um personagem difícil de esquecer, desde as primeiras falas, fui desenvolvendo um carinho gigantesco por ele. Kote é sarcástico e irônico e pode-se dizer que 80 % de suas falas são carregadas de cinismo, o qual me rendeu vários sorrisinhos durante a leitura. Além disso, sua inteligência foi algo que me deixou literalmente de boca aberta, apesar de sua pouca idade, sua sabedoria é algo incrivelmente fascinante e notável.
            Outro personagem que também não posso deixar de citar é Bast. Ele é o jovem assistente e aprendiz misterioso de Kvothe. Achei-o um personagem tão excêntrico, pois todas as vezes que aparecia e expressava sua opinião sobre as coisas, eu simplesmente caia na risada, o que me fez querer saber mais sobre ele e seu envolvimento com Kote, o modo com que se conheceram e tal, entretanto, o autor é tão mau com os leitores que só nos deixa saber um pouquinho sobre ele nas ultimas páginas, deixando um gancho enorme para a continuação.
            Minha vontade aqui é falar de outras personagens, só que não quero me pronunciar sobre elas e acabar deixando um simples spoiler para quem ainda leu o livro, o que para mim perde completamente toda a graça.
          O livro é narrado em terceira pessoa, até o momento onde o próprio Kote começa a narrar a sua própria história ao Cronista, mesclando em determinado ponto, a narrativa do próprio Kote e a narrativa do narrador, o que seria como o ‘’presente’’. Sendo assim, temos o livro sobre dois pontos de vista, o de Kvothe e o próprio narrador.
             Posso soar um pouco bajuladora ao falar isso, já que gostei completamente da obra, mas a narrativa e o enredo que Rothfuss cria, é de longe perfeito. Ele usa e abusa de detalhes para compor um enredo maravilhoso, fazendo com que uma simples história de um garoto que perde os pais e quer vingança, seja simplesmente fantástica.
          Uma coisa que me alegrou muito durante a leitura de O Nome do Vento, foi o envolvimento do personagem principal com a música. O modo com que aprendeu a utilizar cada corda de seu alaúde para compor sons harmoniosos mesmo quando uma delas se quebrava, foi para mim – que também tenho um certo envolvimento com a música, só no meu caso toco um violão – simplesmente mágico.
         Em suma, deixando um pouco as bajulações da pessoa que aqui vos fala de lado, O Nome do Vento foi um livro ótimo, mesmo tendo uma dificuldade para manter um ritmo de leitura bom, - uma vez que são muitas páginas com letras pequenas, e uma narrativa extremamente detalhada, me fizeram com que passasse mais tempo tentando assimilar os fatos - eu gostei muito do livro. Agora compreendo os elogios de George R. R. Martin à Rothfuss. 
''Na minha opinião, [a melhor fantasia épica de 2011] foi O Temor do Sábio de Patrick Rothfuss. O Temor do Sábio é o segundo volume na trilogia de Kvothe... a espera valeu a pena. Devorei em um dia, passei a noite em claro e já estou louco pelo próximo. Ele é muito bom, esse tal de Rothfuss.'' - George R. R. Martin sobre O Temor do Sábio.

05 março 2012

Resenha: Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado

Como se livrar de um vampiro apaixonadoLivro: Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado
Autora: Beth Fantaskey
Páginas: 295
Publicação: 2010
ISBN: 9788599296905
Editora: Sextante
Nota: 
Onde Comprar: Buscapé
Sinopse: Casar-se com um vampiro certamente não estava nos planos de Jessica Packwood para seu último ano escolar. Mas quando um novo aluno esquisitão (e muito gato) chamado Lucius Vladescu aparece do nada, dizendo que Jessica pertence à realeza vampírica e está prometida em casamento a ele, futuro líder do clã mais poderoso dos vampiros, ela é obrigada a rever seus conceitos. Se a garota ainda nem beijou na boca, como pode sequer pensar em um compromisso eterno? Armada com uma autoconfiança recém-adquirida, Jessica passa por uma transformação drástica de adolescente nerd americana para princesa vampira europeia nessa sátira cheia de reviravoltas e surpresas.

Jessica Packwood era uma garota normal. Estava no colegial, tinha 17 anos e nunca havia beijado alguém. Claro, ela tinha sua paixãozinha secreta e era por seu amigo Jake, com quem sonhava ser seu namorado. Porém as coisas na vida de Jess não podem ser tão faceis assim e eis que surge Lucius, um cara misterioso que em seu primeiro dia de escola aparece para digamos, atormenta-la.
Ele estava parado sob uma enorme faia que ficava do outro lado da estrada, os braços cruzados na frente do peito. [...] Ele era alto e usava botas e um sobretudo que parecia uma capa. Senti um aperto no peito e engoli em seco. Que tipo de pessoa fica parada debaixo de uma árvore, ao amanhecer, no meio do nada, usando uma capa preta?
Lucius é um vampiro do clã dos Vladescu que desde cedo foi prometido em casamento a Antanasia. Ou devo dizer que Antanasia foi prometida a Lucius? Antanasia Dragomir nada mais é que Jessica Packwood e seu dever como herdeira dos Dragomir é se casar com Lucius. Mas é claro que ela não levou isso numa boa não é? Lucius só poderia ser um louco por achar que é um vampiro...

Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado foi realmente uma surpresa para mim. Vou confessar para vocês que, não sou muito fã de vampiros simplesmente pela modinha que se tornou. Pois é muito chato você querer falar de uma criatura que a uns dez anos atrás era motivo de medo absoluto para hoje em dia ser a criatura mais fofa do mundo, competindo com os unicórnios e os pôneis rosa. Não estou criticando nem nada do tipo, afinal cada um tem sua opinião.

Mesmo com as criticas super boas em relação a Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado eu tinha um pé atrás pelo o que descrevi no paragrafo acima. Não gosto de modinhas. Mas como sou muito do contra (até de mim mesma, o que é o caso) acabei solicitando o exemplar a Sextante e não é que adorei?

O livro é narrado em primeira pessoa por Jess e logo nos primeiros capítulos muita coisa já acontece.
Gostei da forma de Beth narrar e adorei o humor presente no livro. Humor esse, que foi motivos de grandes gargalhadas, gerando assim, cara de espanto nos meus pais: ''É que os pais da Jess são muito engraçados mãe... Pai, não me olha assim!''

As personagens são muito adoráveis. Me identifiquei bastante com Jessica e achei interessante a autora coloca-la como a Mocinha-que-acha-o-Mocinho-um-doido. Porque é claro, uma pessoa em sã consciência iria ficar com medo e achar totalmente maluco um jovem que se diz vampiro te perseguindo, certo? Lucius Vladescu me surpreendeu, não só por ser irônico em tudo que faz, mas por um motivo que não posso citar aqui. hehe


Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado é um livro diferente, e embora não tenha entendido algumas situações, sem duvida foi um dos melhores até agora de 2012, mesmo eu dando 4 estrelinhas. Um livro que não me aquietei enquanto não terminei e me fez sentir várias emoções ao decorrer da leitura. Eu até chorei.
Recomendo!

Beijos