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11 junho 2012

Resenha: O Livro da Mitologia - Thomas Bulfinch

Livro: O Livro da Mitologia
Autores: Thomas Bulfinch
Páginas: 467
ISBN: 8572326561     
Editora: Martin Claret
Nota: 
Leia aqui a Sinopse.

Escrito por Thomas Bulfinch, um grande estudioso e pesquisador de mitologias, O Livro da Mitologia, ou como em outras edições, O Livro de Ouro da Mitologia, escrito em 1885, nos apresenta a variedade das mitologias e religiões pagãs existentes em nosso Universo em forma de relato.

Primeiro de tudo, gostaria de agradecer imensamente a editora Martin Claret por disponibilizar este livro para a resenha. Antes de começar falando minhas opiniões sobre a obra, gostaria de dizer que nos últimos tempos, venho tendo uma grande curiosidade em relação as mitologias em si. Primeiro pelo motivo que (a maioria de vocês) podem deduzir: como uma grande admiradora das obras literárias de Rick Riordan, tinha curiosidade de saber mais sobre os deuses e suas características, já que em suas obras (a saga Percy Jacskon e os Olimpianos e As Crônicas dos Kane) nos priva de muitos detalhes importantes. Exatamente por isso, acabei solicitando o exemplar à editora que gentilmente me enviou.
Curiosidade à parte, em sua obra, Thomas Bulfinch nos ajuda a conhecer um pouquinho mais sobre as várias mitologias presentes no mundo, desde a famosa mitologia Greco-Romana à Mitologia Hindu, passando pela Mitologia Nórdica e até sobre os mais variados animais fantásticos como o Unicórnio, o Basilisco e a Fênix e até mesmo sobre Elfos e as estátuas dos deuses.
O livro, ao contrário do que imaginava, não é exatamente uma história onde conta como surgiu o Universo, como Cronos engoliu seus filhos e os mesmos o esquartejaram e o jogaram no tártaro no mesmo capitulo. Ele é dividido em capítulos minúsculos onde narra de forma curta e eficiente a trajetória de determinado deus ou herói, com comentários de outros autores da época e poetas da antiguidade, como Shakespeare, por exemplo. Achei interessante essa forma de narrar, porém na minha opinião, Thomas poderia ter se aprofundado mais nos assuntos e até mesmo discutido sobre as personagens. Um exemplo que posso citar, foi minha cara ao descobrir que Apolo (o deus do Sol e da beleza e irmão gêmeo de Diana/Artemis) era bissexual, achei que necessitava de um aprofundamento nessas histórias, para o leitor compreender a situação.
Quanto a diagramação do livro, não tenho muito o que citar, ela é bem simples, porém em quase todos os capítulos há imagens, fotos e estatuas dos heróis/deuses/seres mitológicos. Achei muito interessante, pois conforme ia passando os capítulos pude conhecer e saber mais as características dos personagens, além do que não pude deixar de evitar, foi interessante comparar o padrão de beleza da época para os de hoje (clique aqui e veja uma pintura de Vênus/Afrodite a deusa da beleza).
No todo, O Livro da Mitologia é um livro rico, chutaria que há no livro mais de 100 histórias de todos os deuses e heróis. Enfim, a obra de Thomas é encantadora, e para quem gosta de ter conhecimento sobre nossos antepassados ou mesmo é louco e fissurado por mitologia, O Livro da Mitologia, é um prato cheio.

07 junho 2012

Lançamentos: Editora Martin Claret

Olá lindo leitores, andei meio sumida né? Pois é, uma gripe braba me pegou, mas isso não interessa, certo? Hoje trago para vocês, os novos lançamentos da Editora Martin Claret, vamos conferir?

27 fevereiro 2012

Resenha: Romeu e Julieta - William Shakespeare

Livro: Romeu e Julieta
Autor: William Shakespeare
Páginas: 149
Publicação: 2008
ISBN: 9788526241817
Editora: Martin Claret
Nota:  (Muito Bom!)

Sinopse: Após violento embate, finalmente uma trégua se impôs entre os Montecchio e os Capuleto, duas famílias inimigas cujo rancor persistia há diversas gerações. No entanto, um amor proibido entre os jovens Romeu, um Montecchio, e Julieta, uma Capuleto, viria a abrir uma nova disjuntiva na história dessas famílias. Seria possível a concretização desse amor? Seria ele o responsável por estabelecer a paz entre as famílias? A peça Romeu e Julieta, uma das mais importantes obras de William Shakespeare, tornou-se um tópico da cultura universal e parte integrante do imaginário popular, consagrando-se como a mais clássica das histórias de amor. 
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A famosa história de amor que se transformou em uma tragédia.
A história se passa por volta dos anos 1600 onde narra a saga da rivalidade e ódio entre as famílias Montecchio e Capuleto, dizem que o amor nasce do ódio e que o amor vence o ódio, e isso é o que podemos ver na história. 

Ambas as famílias tinham seus futuros herdeiros: Montecchio tinha Romeu e Capuleto tinha Julieta. Romeu era ''apaixonado'' por uma moça chamada Rosalina que largou tudo e foi para um convento. Julieta era prometida a Páris. Só que tudo muda na vida dos dois quando Romeu entra de penetra em uma festa dos Capuletos conhece Julieta e acaba se apaixonando. A partir daí, os dois adolescentes fazem de tudo para viverem felizes para sempre, se não fosse é claro, um deslize do destino.

Tenho vergonha de admitir, mas demorei muito para ler esse livro, e quando digo muito peço que levem ao pé da letra. Embora Romeu e Julieta seja um livro bem curto, sua linguagem chega a ser quase complexa e de pouco entendimento para quem não prestar muito a atenção. Demorei para pegar um ritmo na leitura exatamente por isso: a linguagem. Não me julguem mal, mas foi complicado para mim. A partir do momento que comecei a me situar a narrativa de Shakespeare, comecei a tentar enxertar o que aquele homem queria dizer que com a história.

Romeu no auge de sua juventude, pensa ter encontrado o amor de sua vida quando na verdade não passava de algo que sua mente insistia em alimentar. Isso é tão adolescente! Achei incrível o fato de que certas coisas não mudaram de vários séculos para cá. Achei também, Romeu um tanto quanto imaturo e dramático, não havia motivos para tanto drama em relação a decisão de Rosalina ir para um convento, se para ele, o que sentia era AMOR em relação a Rosalina, porque não correu atrás dela? Não é isso que acontece em filmes e nos livros?

Julieta também não me convenceu muito, achei ridícula a decisão que ela tomou para cancelar o casamento com Páris. Podemos até dizer que ela se drogou. E que tipo de padre era aquele? Dar um boa noite Cinderela a uma adolescente? Tudo bem, isso tudo em prol do amor. Mas não me convenceu, sinceramente.

Romeu e Julieta, para mim, pode ser considerado aquele tipo de história em que ou você ama ou você odeia. Apesar não ter simpatizado muito com os personagens (por favor dramaturgos não taquem pedras em mim) eu gostei da história, um desafio para mim que pretendo ler daqui a alguns meses.

Beijão!

26 dezembro 2011

Resenha: O Maravilhoso Mágico de Oz - L. Frank Baum

Livro: O Maravilhoso Mágico de Oz
Autor: L. Frank Baum (Lyman Frank Baum)
Editora: Martin Claret
Páginas: 168

Sinopse:  A casa de uma menina que vive no interior do Kansas é envolvida por um tornado, sendo transportada para a Terra de Oz,  Dorothy se aventura pelo colorido e novo mundo que acaba de descobrir. Tentando voltar para casa conhece pelo caminho um espantalho, um leão e um homem de lata, os quatro se unem, para encontrar o Mágico de Oz, que poderá realizar os seus mais íntimos desejos. A historia do Mágico de Oz é bastante conhecida por todo o mundo.


Sempre tive uma imensa curiosidade em ler O Mágico de Oz, desde o momento em que fiquei sabendo que a música Over the Rainbow fazia parte do musical baseado na obra. Sendo assim, em parceria com a Editora Martin Claret  resolvi matar logo a curiosidade e solicitei o livro a editora.

Dorothy é uma garotinha (que não cita no livro, mas acretido ter uns 6 anos) que vive no Kansas, um lugar cinza, não muito alegre com sua tia Em, seu tio Henry e é claro o seu cãozinho Totó. Certo dia um grande tornado leva a sua casa para uma terra estranha mais ao mesmo tempo bonita chamada a Terra de Oz. Mas a casa de Dorothy ao pousar nesse lugar mágico acaba matando a Bruxa do Leste e o povo que lá habita (os Munchkins), acabam declarando-a como heroína e libertadora deles.

Porém Dorothy não quer permanecer na Terra de Oz, embora seja bastante bonita ela quer voltar para sua casa, para rever sua Tia Em e seu Tio Henry. Sendo assim, Dorothy embarca em uma jornada para a Cidade de Esmeralda, para encontrar o grande Oz e pedi-lo para que a mande de volta para casa. No caminho encontra com um Espantalho, um Homem de Lata e um Leão Covarde que também querem seus desejos realizados por Oz. Mas nem tudo é tão simples quanto pensam...

Com a linguagem super fácil e clara, L. Frank Baum nos leva para um mundo lindo de imaginação. O que as pessoas são capazes de fazer para realizarem seus sonhos? Foi essa a lição que aprendi com o livro. 
Baum conseguiu construir um mundo fantástico. Várias vezes me peguei imaginando como é a tal Terra de Oz e como são os tais Munchkins. Em um mundo onde cada direção é governada por uma bruxa, como é que o povo fica nessa situação?
Claro é só um  livro, porém para um livro destinado a crianças, achei um tanto quanto macabro. Como pode falar explicitamente que um suposto Homem de Lata cortou a cabeça de um animal? Mesmo que fosse para a salvar a vida de um rato. É para crianças!

Gostei muito dos personagens que Baum criou. O Espantalho que fazia de tudo para ter um cérebro - mesmo sendo bastante inteligente, o Homem de Lata de queria voltar a ter um coração – pois queria voltar a amar, o Leão Covarde que queria ser como toda fera - ter coragem e Dorothy, garotinha meiga que faz de tudo por seus amigos.

Embora tenha gostado bastante da obra que Baum nos apresenta, achei um tanto quanto previsível. Tudo bem que o livro só tem 168 páginas e é literatura infantil, mas achei poderia ter um pouco mais de suspense. Não ser tão óbvio. Em suma, gostei muito da obra e é um livro que embora tenha um pouco de violência certamente no futuro lerei para meus sobrinhos e quem sabe... até filhos. 


Nota Final: 
Beijos