Livro: Cidades de Papel
Autores: John Green
Páginas: 361 ISBN: 9788580573749
Editora: Intrínseca
Nota: 




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[...] Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Página 68.
Depois do sucesso estrondoso que foi A Culpa é das Estrelas, que não é para tanto, eis que John Green surge com Cidades de Papel, que não se compara com a trágica história de Gus e Hazel, mas nos faz gargalhar com Quentin e Margo.
Nossa história, inicia-se com Quentin relatando todo o seu envolvimento com Margo Roth Spiegelman, sua vizinha e amiga de infância, onde por usa vez, conta que aos nove quando saíram para brincar no parque, encontraram o corpo de um homem morto e deste dia em diante, a relação entre os dois mudaram.
Q, sem dúvidas é apaixonado por Margo Roth Spiegelman e seu amor por ela afloresce quando chegam a adolescencia. Porém, em um tedioso cinco de maio, eis Margo Roth Spiegelman invade seu quarto, pedindo sua ajuda para se vingar de algumas pessoas e é aí que a aventura começa.
- Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos. Página 227.
Cidades de Papel em nada se assemelha ao livro A Culpa é das Estrelas, então se você leitor, estiver querendo comprar outro livro de John Green, pensando que será como ACEDE, pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Enquando em A Culpa é das Estrelas, choramos, em Cidades de Papel rimos, e muito.
Os personagens, tão bem criados e tão reais, nos cativam de uma forma surpreendente. Q, por ser nerd já ganhou um espaço enorme no meu coração e posso dizer que ri bastante com sua relação com seus amigos: Ben e Radar. Já Margo Roth Spiegelman até agora estou tentanto criar um opinião sobre ela, entretanto, fiquei admirada com suas atitudes no livro.
A narrativa de John Green continua encantadadora, uma vez que, ele escreve querendo que o leitor embarque literalmente na história do livro, desta forma, senti várias emoções no decorrer do livro, chorei, ri, me assustei e até senti um pouco de raiva.
Minha vontade aqui nessa resenha é soltar muitos spoilers, mas como sou legal, indico esse livro para todos que gostam de uma aventura romantica. Com um final surpreendente e várias tiradas engraçadas, Cidades de Papel ganhou um lugarzinho entre os meus favoritos. Um livro que vale muito a pena ser lido.
- Nada acontece como a gente acha que vai acontecer - disse ela. Página 354.
Beijos,